Após a ausência do ministro da Economia, Paulo Guedes, na audiência pública realizada pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT), nesta quarta-feira (08), para debater a Reforma da Previdência, membros do colegiado optaram por uma convocação. Agora, Guedes terá de comparecer no dia 4 de junho para prestar esclarecimentos a respeito dos impactos econômicos que a medida pode causar ao país.

A justificativa de Guedes, de que participaria na mesma data de debate na Comissão Especial da Reforma da Previdência, não foi suficiente aos membros da CFT. Nem a presença de Rogério Marinho, secretário de Previdência do Ministério da Economia, foi capaz de impedir a convocação.

Ascom/Gabinete
Rogério Marinho esteve presente para debater a Reforma

Para o presidente do colegiado, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), o ministro deveria debater os impactos negativos e positivos da Reforma nas comissões temáticas. “O ministro teria que ter vindo para debater o tema antes mesmo de ter ido à CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e antes mesmo de discutir isso na Comissão Especial da Reforma da Previdência. A ideia aqui não é discutir se o trabalhador deve se aposentar com 62 ou 65 anos de idade, mas sim os impactos econômicos que esta Reforma causará à economia”, relatou Souza.

Sérgio Souza lembrou, ainda, que o convite foi debatido amplamente pela comissão, contou com a participação da liderança do governo e com a própria assessoria do ministro. “Estive com o ministro em uma reunião e falei sobre a necessidade do seu comparecimento na data acordada com a sua assessoria e a não vinda dele trouxe um embaraço à comissão”, explicou.

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