Cooperativa1 300x200 - Cooperativas paranaenses investem na agroindústria para agregar valor às suas produções. Proteína animal tem destaque, confira
Abate de frangos tem destaque em muitas cooperativas do Oeste paranaense. Foto de divulgação do governo do PR

 

Dados da Organização das Cooperativas do Paraná, a Ocepar, apontam que o estado possui 79 agroindústrias ligadas às cooperativas, e 19 delas trabalham com carnes – bovinos, suínos, frangos, peixes e cordeiros. A maior parte, segundo a Ocepar, é dedicada à produção de derivados de carne suína (11 ao todo). A industrialização nas cooperativas agrícolas paranaenses tem se tornado cada vez mais comum para agregar valor ao trabalho.

Um case de sucesso é a cooperativa Alegra, sedida no município de Castro, nos Campos Gerais, que abate 3.200 suínos por dia e produz cerca de 140 toneladas de produtos, o que leva a uma média mensal de 3,3 mil toneladas de carnes industrializadas por mês. Além de atender ao mercado nacional, a cooperativa tem demanda para exportação, fornecendo para mais de 30 países. A unidade possui 1,6 mil funcionários em Castro, o que torna a cooperativa a maior empregadora da região.

Em 2023, o Oeste paranaense tem previsão de receber o maior frigorífico de suínos da América Latina, no município de Assis Chateaubriand. O empreendimento tem vínculo com a central de cooperativas Frimesa, que se destaca na produção de carne suína processada. O complexo, com 147 mil metros quadrados de área construída, terá capacidade para abater 15 mil porcos diariamente. O investimento está na casa dos R$ 2,5 bilhões. Estão previstos, ainda, 5,5 mil empregos diretos. A Frimesa quer apostar no mercado internacional, que tem sinalizado interesse na proteína animal brasileira: após a peste suína africana na China, o país tem consumido mais produtos, fazendo o faturamento da Frimesa saltar de 5% para 20%.

 

Cooperativa2 300x200 - Cooperativas paranaenses investem na agroindústria para agregar valor às suas produções. Proteína animal tem destaque, confira
Segundo a Ocepar, o estado possui 79 agroindústrias ligadas às cooperativas, e 19 delas trabalham com carnes. Foto de divulgação do governo do PR

 

Também no Oeste do Paraná, a cooperativa Copacol, sediada em Cafelândia, processa carnes, com destaque para aves e peixes. Seu grupo possui 6 mil associados e é formado por pequenos produtores rurais. Por ano, são 172,3 milhões de frangos abatidos, sendo cerca de 700 mil por dia. Os 42 milhões de peixes da Copacol ajudam a colocar o Paraná na liderança nacional de produção de tilápias. A cooperativa atende demandas internas e um mercado internacional composto por 60 países. Já seus suínos são entregues à Frimesa para o processo de industrialização.

A Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Oeste do PR) tem meio século de existência, e reúne cerca de seis mil cooperados. Na sua produção estão insumos, grãos, trigo, suínos e frango. A cooperativa tem previsão de encerrar o ano de 2020 com um crescimento entre 25% e 30%. O abatimento anual de frangos chega a 220 mil, e a meta é aumentar para 250 mil em 2021. Por dia são abatidos 2 mil suínos, e a Coopavel quer chegar ao número de 3 mil no ano que vem.

A Lar Cooperativa Agroindustrial, em Medianeira (Oeste do PR), agrega 12 mil cooperados. Suas principais atividades são a produção de soja, de milho e o abate de aves. A marca está presente em cerca de 300 produtos, entre enlatados, congelados, cortes de frangos e grãos. As exportações atendem as Américas, Europa e Ásia.

Localizada no município de Palotina (Oeste do PR) está a C. Vale Cooperativa Agroindustrial onde são abatidos, por dia, 615 mil frangos e 100 mil tilápias. Entre empanados, grelhados, temperados e outros gêneros, 160 toneladas saem da fábrica rumo a pontos de venda de diferentes regiões do Brasil. Há ainda produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite e suínos. A cooperativa possui 12 mil funcionários e 23 mil associados. Por lá, a preocupação em não desperdiçar os produtos é grande: restos da tilápia, por exemplo, são transformados em farinha, e as escamas são vendidas para a China que usa como matéria-prima para a produção de colágeno. O pé do frango também é comprado pelos chineses, que apreciam essa parte do corpo da ave na sua culinária.

 

“Pelos números apresentados não é preciso dizer o quanto as cooperativas são fundamentais para a economia do Paraná e do Brasil. Por isso, estamos sempre atuando para atender as demandas desse segmento, estimulando a valorização e a compra de mercadorias desses grupos para gerar mais empregos e renda”, pontuou o deputado federal Sergio Souza (MDB-PR), secretário-geral da Frente Parlamentar do Cooperativismo, e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.


Sergio Souza tem ampla atuação na defesa das solicitações do cooperativismo:

1) Estreitamento do diálogo com o Ministério da Economia buscando o entendimento sobre a consulta técnica que impôs à cooperativa cobrar alíquota cheia do Funrural enquanto empresas integradoras cobravam alíquotas menores de seus integrados. Essa demanda onerava o produtor associado, desestimulando o cooperativismo e sua relação com os associados. 

2) Elaboração do Projeto de Decreto Legislativo 709/2019 com o objetivo de revogar o ato administrativo que exige pagamentos mais onerosos do produtor associado em cooperativa na entrega de produtos agropecuários  à cooperativa para beneficiamento e industrialização de proteína animal (suínos, frangos ou peixes) entregue pelo produtor rural. 

3) Articulação para alteração da cobrança da contribuição previdenciária rural (Funrural) das cooperativas junto aos associados nas operações semelhantes à integração;

4) Articulação para revogação de normativa do Banco Central que impedia a utilização de recursos da exigibilidade bancária (com taxas de juros menores) nos financiamentos de aquisição de insumos pelas cooperativas para posterior repasse dos insumos aos seus associados. 

*Com informações complementares do Sistema Ocepar

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