O ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou os impactos econômicos da Reforma da Previdência, nesta terça-feira (04), na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Durante a audiência, presidida pelo deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), Guedes comentou pontos da proposta que tramita no Congresso Nacional e também falou sobre a economia de forma mais ampla.

cft guedes 11 1024x498 - Ministro Paulo Guedes explica Reforma da Previdência na Comissão de Finanças
Audiência com Paulo Guedes teve quase 7 horas de duração

Veja a galeria de imagens da audiência.

Para Sérgio Souza, a presença do ministro serviu para levar ao brasileiro mais informações sobre a reforma. “Tudo precisa ficar bem claro. Temos de ouvir, debater, sugerir mudanças para que o brasileiro não saia prejudicado ao fim do processo”, defendeu.

Confira as principais declarações de Paulo Guedes

Modelo de Capitalização
“Só aprovando essa reforma, botamos o país para andar. Se aprovarmos a nova Previdência (a capitalização), vamos dar um choque de emprego na juventude. A Previdência está aprisionando o Brasil num desemprego em massa. São 40 milhões de brasileiros excluídos do seu emprego”.

Estados e Municípios
“Como um republicano, pensando no Brasil, acho que os estados e os municípios deveriam estar no mesmo bolo. Essa é a redenção para o país. Deveria estar tudo mundo junto. Mas tem as circunstâncias, tem gente que precisa da reforma, vai se beneficiar, mas quer que os outros façam. Republicanamente, deveria estar todo mundo junto no mesmo regime. É o que sempre defendi. As circunstâncias da política são de que tem gente que precisa da reforma, fica criticando, e quer que os outros façam para ter o custo político. A reação política é: deixa eles fora. Só que esse é um problema político, não nos afeta em nada”.

Militares
“A resposta é simples: os senhores legislam. Quando me perguntam sobre isso eu coloco um espelho. Os senhores que mudem os projetos, que coloquem os militares no regime geral. Nós fizemos a nossa parte e colocamos todo mundo na Previdência”.

Pacto Federativo
“Nós temos essas duas dimensões muito claras: ajuda daqui até os próximos três anos, que é o Plano Mansueto. Agora, o futuro é mais importante, que é o dinheiro do pré-sal, a descentralização. Essa é a essência do Pacto Federativo. Aí estamos falando de 20 a 30 anos, U$ 500 bilhões é o mínimo das reservas estimado”.

Reforma Tributária
“Queremos simplificação e consideramos o imposto único federal. Vamos trazer proposta de redução e simplificação de impostos e vamos olhar para a dimensão social”.

Liberação de FGTS
“Não adianta dar esse estímulo antes da reforma. A economia está parada no fundo do poço, não está afundando mais, mas, para subir, só com reformas”.

Salário Mínimo
“Se houver um ambiente de crescimento, vamos compartilhar isso no salário mínimo. Mas hoje, falando sinceramente, só garanto a preservação do valor do salário mínimo [ante inflação]. Com esse crescimento anêmico de 0,5%, também não fará muita diferença”.

Concurso Público
“Houve excesso de contratações, e os salários subiram ferozmente. Vamos desacelerar essas contratações agora. Vamos informatizar (os serviços). Não precisa demitir. Basta desacelerar as entradas, que esse excesso vai embora. Daqui a pouco, desincha”.

Lucros dos Bancos
“Lucro de bancos é alto mesmo, é muito alto. Sabe por que? São cinco, são seis. Duzentos milhões de brasileiros precisando pegar dinheiro e cinco bancos, seis bancos. Por isso que eu digo, precisamos de competição, a competição é boa”.

 

Assista o resumo da oitiva

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